Contradições em hífens

sim-naoNão tem essa de

é-tem-que-ser, sorrir-toda-hora, igual-sempre-igual, sempre-pra-sempre

A vida é mesmo um intenso

sai-não-sai, vai-não-vai, fica-não-fica, morde-assopra, deixa-que-deixa

Às vezes, ela gosta de mostrar que

o-bem-me-quer-mal-me-quer, o-bom-pode-não-ser, o-ruim-é-pra-aprender, o-bem-pode-vencer

Mas o que ela quer de nós mesmo é pra valer

um-cai-levanta, um-sobe-desce, um-chora-sorri, um-agora-é-a-hora, um-sacode-a-poeira

Ela é assim, essa contradição toda. S-I-M-P-L-E-S-M-E-N-T-E.

Eu já pensei em me matar – hoje só penso em viver

pensativoO título, que é verdadeiro, é de propósito. A intenção era que você lesse mesmo, porque é importante. Desde que comecei a ver a vida com outros olhos, tenho falado muito de alegria, de mudar o mundo, de realizar sonhos (e vou continuar). Mas hoje quero voltar a um assunto sobre o qual eu falei durante muito tempo: a tristeza. Basta ver o arquivo deste blog. Ele começou quase que por causa disso. Eu relatava muitos momentos de depressão que tive, mas nunca disse publicamente que já pensei em morrer, em diversos momentos. Calma, este texto não é pra dizer que voltei a ser assim. Mas poderá ser forte. Ele está surgindo quase do meu estômago e pedindo para ser escrito agora, durante a madrugada, do tamanho que vier, para tentar ajudar algumas pessoas que acabo de conhecer. Me julguem o quanto quiserem, mas acho que minha história poderá ser útil para ao menos uma pessoa… Já terá valido a pena.

Eu estava aqui planejando uma aula que darei sobre suicídio neste fim de semana. E pesquisando na internet cheguei a dois lados curiosos da moeda. De um, alguém que resolveu unir pessoas que pensam em se matar em uma comunidade, um blog, um bate-papo sob o slogan “suicídio, tristeza e depressão tratados com seriedade”. O nome assusta: “Quero Morrer”. Mas a pessoa foi muito esperta em escolher esse título justamente porque atrai o público certo. Fui ler do que se tratava e gostei.

O cara ou a cara (que não se identifica) fala sobre o problema de forma dura, mas mostrando claramente aos possíveis suicidas a realidade desse sentimento, as causas e os efeitos. Ele cita a ciência, com depoimentos e alertas de médicos e especialistas renomados, e fala de religião, com depoimentos, por exemplo, de pessoas que se mataram e relataram, pela psicografia, o mundo cruel e doloroso que encontraram após a morte (mas que depois se recuperaram e ficaram bem).

O outro lado, sim, me entristeceu. Dezenas de grupos no Facebook destinados a compartilhar pensamentos suicidas – e estimulá-los. Meninas e meninos com perfis e vidas aparentemente comuns e felizes participando de grupos sombrios e mórbidos. E outros que levam essa morbidez para suas roupas, músicas, expressões faciais, fotografias de auto-mutilação.

Uma coisa em comum: todos contam o quanto são tristes, o quanto choram escondidos, o quanto se sentem esquecidos, abandonados, preteridos. Eles relatam a dor da indiferença, da traição, da sensação da não-existência. E aplaudem quando um diz que está perto de “criar coragem” para fazer o derradeiro corte. E logo abaixo uma multidão de pessoas insensíveis e igualmente sofridas despejam-lhes críticas, piadas, ofensas.

Não quero defender os suicidas, não acho que alguém, nem mesmo eles, seja simples e puramente vítima da sociedade, da vida ou de quem quer que seja. Mas é que fui um deles. Devo dizer que não só nesta vida, quando pensei em dizer adeus mais cedo na adolescência e até na vida adulta. Eu já soube, vi e senti que fiz isso de verdade em outras existências. Bem, sou espírita e digo com certeza mais que absoluta que só estou hoje aqui, escrevendo este texto e vivendo uma vida de verdade, por isso.

O Espiritismo me provou tantas e tantas vezes que morrer não é o fim. E que a pessoa que pensa assim e resolve dar cabo da própria vida encontra muito mais dor e sofrimento minutos depois. E se frustra muito. Vi que fugir do meu drama pessoal não ia adiantar nada, pelo contrário, eu ia carregar mais problemas por mais tempo. E essa certeza muitas vezes me irritou também, confesso, principalmente quando me imaginei acelerando o carro de olhos fechados para ver o que acontecia. Ah se tudo se resolvesse assim, num piscar de olhos… Mas não é assim.

Sei que eles ainda deixam lágrimas, culpa e dor entre os seus. Mas também não gosto que chamem os suicidas de egoístas sem saber o que houve nem que resumam tudo ao “pecado” e à afronta a Deus. Isso sim é covardia. É como aqueles meninos dizem no Facebook: “alguém está dentro de mim para saber o que sinto?”. E é por isso que quis escrever este texto: pra dizer que sim, eu sei o que vocês sentem. Quando tudo parece sombrio, perdido, sem chão, sem luz, sem túnel, sem nada, não pensamos em outra solução senão essa.

Mas eu também quero lhes dizer sem hipocrisia, sem querer doutrinar ninguém: sim, existe outra solução. E nada, nada justifica a decisão de brincar de Deus, ainda que não acredite nele. Usar o discurso de “a vida é minha” também não vale. Porque ele pode ser usado contra também: se a vida é sua, você tem poder para fazê-la melhorar e caminhar como você gostaria.

Olha, o mundo todo pode dizer que tudo está perdido, que só há tristeza e dor, que o país está à beira de um colapso, que não há esperança. Mas sabe quem é o grande responsável por mudar tudo isso? Vocês! Apesar de ninguém ter lhes dito, vocês são capazes de verdade de mudar a realidade que está à volta. Nasceram para isso! Nós nascemos para isso. Ou você acha mesmo que sua existência seja totalmente fruto do acaso, que você é só uma poeirinha insignificante do tal sistema malvado que quer nos engolir? Quem te disse isso estava mentindo. Era alguém medroso e, esse sim, egoísta, que não brilha nem quer ver os outros brilhando.

Sabe quando minhas ideias começaram a mudar? Quando descobri o quanto poderia ajudar as pessoas com o que tenho aqui dentro. Eu sou jornalista e achava que era lá nas redações que faria isso. Mas aí descobri que eu acabava sendo responsável por propagar ideias negativas e generalistas sobre violência, pobreza e corrupção que não ajudam em nada. Muita coisa desnecessária é explorada até o fim, enquanto muita coisa que precisa ser dita não é. Suicídio, por exemplo, é um assunto proibido de ser noticiado em toda a imprensa brasileira, sabia? A não ser quando se trata de alguém famoso.

Mas o debate para por aí. Não se discutem políticas públicas, formas de auxílio e, principalmente, o motivo dessas mortes porque acham que, falando disso, estarão estimulando novos casos. Pode até ser. Mas será que não há outro jeito? O CVV (Como Vai Você – http://www.cvv.org.br/) é um órgão incrível que consegue salvar tantas pessoas que ligam para lá (no 141) na hora do desespero pedindo ajuda e pouca gente conhece ou divulga. As estatísticas estão escondidas, como se não existissem.

Mas eu sei que vocês existem. Estão sofrendo por um amor que se foi ou que nunca existiu. E, sem querer dar bronca, por favor, devo lhes dizer: dane-se! Não é porque alguém não te quis que você precisa deixar de confiar no resto da humanidade. Eu sei que você vai negar, mas nem todas as pessoas são falsas, traidoras, abandonadoras e mentirosas. O bem existe, as pessoas que amam de verdade existem, as pessoas confiáveis existem. Elas só são mais discretas. Martin Luther King um dia disse: “O que me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons”. Por isso não vou me calar.

Também não vou fazer aquilo de “olha a vida linda que você tem, seu mal agradecido”, que sei que irrita. Apenas peço que você comece a ver o que pode fazer para melhorar a situação a sua volta. Sua mãe não te ama? Ensine você a ela o que é amar. Uma pessoa te traiu? Deixe-a ir e vá buscar qualidades em você para que outra pessoa e, principalmente, você mesmo, possa te admirar e amar. Errou, fez besteira? Peça desculpas e siga em frente, recomece, mesmo que não te perdoem. A sua parte você fez. Se arrependa e aprenda com o erro. É para isso que ele serve.

Você é capaz de fazer a diferença. Está tudo aí, dentro de você. Eu juro! E – ainda mais ao ver esses depoimentos de vocês – eu me encho de vontade de viver, de deixar de lado meus próprios dramas, que na verdade são tão pequenos quando olho direito, e de lutar sempre para que pessoas como vocês, como eu fui um dia, voltem a acreditar nos sonhos e os realizem, sem olhar para trás, sem ouvir as queixas, as críticas alheias e as suas próprias cobranças. É possível, acredite!

E ver que são tão jovens, tão lindos, tão sorridentes, me trouxe outro pensamento. Um texto que vi nesse grupo diz que “suicidas carregam sempre um belo sorriso”. Você aí, que não tem pensamentos suicidas e acha tudo uma bobeira, já parou para observar o olhar de seu filho, seu amigo, seu colega, seu vizinho? Você sabe mesmo o que se passa no coração e nos pensamentos dele? Não é só nas drogas que eles podem buscar a fuga. Tome cuidado porque esses meninos podem ter razão. Um sorriso amarelo não conta tudo sobre a – falta de – alegria de alguém. Antes ainda, pode ser um sintoma escancarado de falta de amor, um pedido de socorro.

Estou apaixonada

amorMeu coração anda acelerado, mal para dentro do peito. Está com vontade de pular pela boca, ganhar o mundo, entrar em outros corações. Ando suspirando pelos cantos, com um sorriso quase constante no rosto.

Sinto mais vontade de me arrumar, de contar para todo mundo o que se passa comigo. Quero pular e cantarolar na rua sem me importar com os dedos que me apontarão, os olhares que me julgarão. Me coço para não sair por aí abraçando quem passar na minha frente.

Tenho chorado por pouco e por muito. Qualquer vídeo, palavra, pessoa que ative esse amor me provoca lágrimas. Minha vontade é de apenas amar, amar e amar.

Sim, estou apaixonada. Com todos os efeitos que um sentimento assim pode causar. Com todas as bobeiras que a gente é impulsionado a fazer quando está desse jeito. Com todas as borboletas no estômago que aparecem nessa situação.

Estou apaixonada mesmo, mas não é por um homem. Antes que olhos se esbugalhem e bocas se abram, explico: ESTOU APAIXONADA PELA VIDA!

Passei anos lutando para sair de crises, para não chorar de tristeza, para não parecer tão ingrata com tudo de bom que ganhei. Sentia-me péssima por não conseguir ser feliz mesmo com tanta coisa boa ao meu redor.

Mas nunca desisti de correr atrás da felicidade. Às vezes ela me parecia impossível, admito. Só que lá no fundo, bem fundo, eu ainda alimentava a esperança, esse bichinho verde que nos morde e nos mantém vivos.

Nos dois últimos anos, desde que voltei para Brasília, me dediquei mais intensamente a essa busca. Fiz terapia individual e em grupo, li livros, tomei remédio, rezei, conversei com pessoas, caí, levantei, caí mais um monte de vezes. E todos esses pedacinhos de coisas juntos foram me preparando para voar.

E é assim que me sinto hoje: pronta para voar. O empurrão que faltava começou a acontecer há dois meses, desde que entrei em um curso de coaching (uma ferramenta mundialmente usada para ajudar as pessoas a alcançarem metas). Matriculei-me para aprender a ajudar melhor as pessoas, mas, que boa surpresa, a pessoa mais ajudada, claro, fui eu.

balões voandoNão atribuo tudo o que está acontecendo dentro de mim só ao coaching, não, porque eu já vinha de um processo de autodescoberta. Mas ele tem sido, digamos, a cereja do bolo. Além de ganhar uma profissão extra, aprendi como posso reprogramar meu cérebro para ele trabalhar a meu favor. Aprendi como a forma como me comunico com o mundo altera meus resultados.

E, principalmente, reforcei uma ideia que já me foi passada desde que nasci: a linguagem do amor é a mais poderosa arma contra todos os males!

A história é longa, quem quiser me procure para saber detalhes (e eu terei muito prazer em ajudar todo mundo a crescer junto comigo). O fato é que me sinto como se tivesse trocado as lentes velhas de um óculos, feito cirurgia de miopia (de novo), subido no alto de uma montanha para ver a cidade. Minha visão está diferente e, por isso, minha vida está muito, muito melhor – mesmo sem grandes coisas terem acontecido AINDA.

Hoje agradeço com a alma por tudo que tenho. Tenho a certeza de que o melhor está por vir. Consigo sonhar e acreditar de verdade que tudo é possível. Tenho ideias novas todo dia. E sinto cada vez mais e mais vontade de fazer a diferença neste mundo.

Aguardem para ver a nova versão deste blog, das minhas palavras, das minhas ações. A nova versão da Adriana Caitano. Feliz de verdade!

Ah, só pra acrescentar: estou me apaixonando progressivamente por uma pessoa também – EU!

Estar pronto para o plano B

“A única coisa do planejamento é que as coisas nunca ocorrem como foram planejadas.” (Lúcio Costa)

Hoje, muito por acaso, encontrei o texto de uma mulher que aos 28 anos está fazendo tudo exatamente ao contrário do que planejou quando tinha 16. Na verdade acredito que ela não seja nenhuma exceção e sim uma regra. Quem de fato tem a vida que planejou quando era adolescente? A história dela é o inverso da minha, mas mesmo assim me identifiquei. Leia o dela primeiro, depois explico a minha parte:

Mudança de planos

JULIANA REIS, É MÃE EM TEMPO INTEGRAL DOS GÊMEOS ARTHUR E MIGUEL, E AUTORA DO BLOG MUNDO MATERNO (texto retirado da revista Pais & Filhos)

Quando eu tinha 16 anos, me imaginava hoje, com 28, assim: formada, fazendo especializações dentro da minha carreira, bem empregada, independente financeiramente, morando num apezinho alugado em um lugar legal, comendo sempre fora ou pedindo comida, com um cachorrinho, um schnauzer chamado Boris, solteira, nem pensando em casar e ter filhos. Pois é, meus planos foram por água abaixo.

Hoje, estou vivendo os 28 de uma forma totalmente diferente. Já com dois filhos – gêmeos! -, sem nenhum cachorro, dona de casa (o que eu às vezes considero uma posição medíocre pra tudo que sonhei), larguei a faculdade no meio, nunca tive um belo emprego… Engraçado pensar que aconteceu justamente o que eu nunca idealizei.

Ou melhor, em algum momento, deixei de sonhar com essa vida independente e sonhei em ter uma família, cuidar e ter bastante tempo disponível para meus filhos. E estou realizando.

acredito que se estivesse hoje vivendo a vida que planejei aos 16, estaria com um vazio, sentindo uma falta dos filhos que não tive e do amor absurdo que não senti por alguém. No fim, é um alívio estar vivendo uma vida totalmente diferente da que eu planejei por tanto tempo.

Parece que os planos tem um único papel na nossa vida: nos frustrar. Porque por mais possíveis que pareçam, eles nunca saem igual ao que a gente imagina.

Pensava em ter um filho e já tive dois, de uma vez só. Esse não é o tipo de coisa que se pode planejar. É sempre uma surpresa.

É verdade que às vezes dá vontade de entrar num carro, dar ré e acelerar o mais rápido que eu puder e voltar no tempo em que eu não tinha filhos, por 5 minutinhos, só pra respirar. Ficar esse tempinho sem precisar dizer nada, poder tomar um banho em paz ou escrever algo sem ter criaturinhas escalando minhas pernas, chorando ou metendo a mão no teclado do computador.

A pior coisa na profissão “mãe em tempo integral” é que não tem como dar um tempo!”

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Agora falando de mim…

Aos 16 anos eu achei que minha vida aos 25 deveria estar como em uma das seguintes opções:

Hipótese 1 – Eu estaria formada, num bom emprego, casada e planejando ter o primeiro filho (ou grávida);

Hipótese 2 – Eu estaria formada, num bom emprego e noiva, quase casando;

Hipótese 3 – Eu estaria formada, num bom emprego e, se ainda estivesse solteira, iria adotar um filho sozinha mesmo.

Quando me lembro disso dá muita vontade de rir. Formada e num bom emprego eu até estou, mas nem sei se quero continuar na mesma profissão, onde morar, onde passar as próximas férias! Mal dou conta de me sustentar, imagina se seria capaz de cuidar de uma criança agora? E definitivamente estou muuuito longe de me casar.

Engraçado como a vida segue um rumo tão independente da nossa vontade, né? Sei que organização e planejamento são muito importantes, mas acho que quem se deixa levar pela vida deve ser bem mais feliz. Como disse a Juliana, fazer planos demais só serve para nos frustrar.

Até porque a gente nunca vai saber se aquela vida planejada realmente seria mais bonita, divertida e plena que a de hoje. Então, se tudo sair diferente do planejado, é bem melhor fechar os olhos e se jogar no Plano B e nas oportunidades que a vida for trazendo. Sem medo de ser feliz!

Coração dolorido – mas feliz

Aproveitando a ocasião do meu aniversário, exibo a lista interminável de coisas boas que tenho na minha vida:

– Pais que me educaram com muito amor;

– Irmãos que me ensinaram o respeito, a paciência e o quanto podemos amar alguém com quem brigamos tanto;

– Primos, tios e avós que sempre me incentivaram a seguir em frente;

– Dois sobrinhos lindos que choram quando eu vou embora;

– Amigos, uma porção deles. De todos os jeitos e tamanhos, de todos os gostos e cores. Lindos, todos eles. De Brasília, de São Paulo, da Bahia, de Minas Gerais, do Rio, daqui e de lá… Tantos e tão queridos que sempre estão ao meu lado, mesmo longe, que gostam de mim, apesar de tudo;

– Um diploma suado de um curso que amei fazer;

– Um trabalho incrível, quase dos sonhos mesmo;

– Uma casa grande e confortável – alugada, ok, mas pertinho do trabalho;

– Um corpo sem problema, com visão, audição, fala, sentimentos, expressão e caminhar;

– Uma capacidade de pensar, criar, escrever – nada extraordinário, mas em paz;

– Muita vontade de ajudar todo mundo a ser feliz;

– Um apoio espiritual incrível, que me dá muita esperança no porvir;

– Uma paixão avassaladora pela música brasileira;

– Um alimento todos os dias, sem falta;

– Um passado cheio de boas lembranças pra guardar.

Tenho tantas, mas tantas coisas para agradecer em minha vida, e verdadeiramente agradeço por todas elas. São presentes de Deus que nem sei se mereço. E sou muito feliz por tudo isso.

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Mas – vai entender – felicidade é diferente de alegria e me sinto ainda tão ingrata! Por que, alguém me explique, por que meu coração dói tanto às vezes? Por que tenho tanta vontade de chorar? Por que não consigo ser sorridente? Por que perco a vontade de passar do portão e viver de verdade?

Agradeço, peço desculpas e compreensão a todos os que me amam, não queria ser assim, juro. Mas também não será assim pra sempre. Já estou correndo atrás, vou melhorar, vou ficar bem. Porque nada vale mais a pena nesta vida do que viver! E por que não ser feliz tendo tanto a agradecer?
🙂

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Liberdade – Marcelo Camelo

Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom
Daqui não
Eu vivo a vida na ilusão
Entre o chão e os ares
Vou sonhando em outros ares, vou
Fingindo ser o que eu já sou
Fingindo ser o que já sou
Mesmo sem me libertar eu vou

É Deus, parece que vai ser nós dois até o final
Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro

De que vale ser aqui
De que vale ser aqui
Onde a vida é de sonhar?
Liberdade

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“Tristeza é quando chove
quando está calor demais
quando o corpo dói
e os olhos pesam
tristeza é quando se dorme pouco
quando a voz sai fraca
quando as palavras cessam
e o corpo desobedece
tristeza é quando não se acha graça
quando não se sente fome
quando qualquer bobagem
nos faz chorar
tristeza é quando parece
que não vai acabar.”
– Martha Medeiros