Filhos bons para um mundo cruel

menina mundoUm amigo meu diz que não quer ter filhos. Segundo ele, este mundo já é muito cruel hoje, cheio de maldade, violência e coisas ruins. Imagina quando a criança crescer! Seria uma crueldade obrigá-la a vir para este mundo tão mal, acredita ele. Pois eu digo que a crueldade está justamente no contrário.

E se no lugar de pensar apenas no problema que o mundo traria para seu filho, ele – e quem mais pensa assim – pensasse na solução que seu filho poderia trazer para o mundo? E se você decidisse dar todo o amor que existir a ele, transmitir-lhe os melhores valores, ensiná-lo a espalhar coisas boas por onde passar? E se você fizesse com ele tudo aquilo que gostaria que seus pais tivessem feito a você?

O risco que você corre colocando um filho no mundo é de ele crescer querendo mudar tudo de ruim que encontrar no caminho. E se seu filho se tornar o futuro ganhador do Prêmio Nobel da Paz, ou desenvolver a cura para o câncer ou a Aids? Vale a pena? No lugar de perguntar por que ter filho, eu questiono: por que privar o mundo de um cidadão de bem que pode ajudar a melhorá-lo? Você pode dizer que não há garantia alguma de que isso vá dar certo. Mas qual a chance de dar errado?

Eu já penso assim há muito tempo, mas fui instigada a escrever este texto ontem à noite, quando, por acaso, assisti a um vídeo feito pela Unilever, que pergunta: Por que trazer uma criança para este mundo? O vídeo é lindo, precisa ser visto e revisto. E serve pra quem ainda pensa que o mundo não merece receber um pedacinho de tudo que há de bom dentro da gente engatinhando por aí, levando luz a todos os cantos do planeta…

Por que trazer uma criança a este mundo?

À mãezinha (e ao paizinho que faz aniversário)…

Hoje estou particularmente mais emocionada e sensível do que de costume. Ontem recebi a notícia de que minha única avó viva estava internada. Chorei na hora. Nem é grave, ela deve sair logo de lá. Mas me veio à mente na hora o abraço que recebi dela quando fui a Brasília no meu aniversário, há um mês. A dona Ana, que, quando eu era criança, era meio durona, me abraçou com muito carinho, me deu um beijo na testa e desejou que eu fosse feliz. Acho que nunca vou me esquecer disso. E lembrar que ela, em pleno Dia das Mães, está lá num quarto de hospital, me deixou tristinha mesmo. E chorei antes de dormir. Continue lendo