O problema que eu escolhi ter

(Este post é longo, mas importante. Então tenta ler até o fim, por favor!)

Pra ler ouvindo:
O Mundo – Capital Inicial

“Já cansei de propostas de dar respostas e ter que dar certo
(…) Se eu for ligar para o que é que vão falar não faço nada”

E

Agora Só Falta Você – Rita Lee

“Um belo dia resolvi mudar e fazer tudo que eu queria fazer…”

Borboleta voando 01

Abandonar, mudar, sair, deixar, interromper, romper, largar, ousar. Nada disso é fácil. Faz parte das coisas que atraem cenhos franzidos, olhares desconfiados, baldes de água fria. Pra que variar se você pode continuar sendo o mesmo? A mesma pessoa, na mesma casa, no mesmo trabalho, na mesma rotina… Ser o mesmo é mais tranquilo, dá menos trabalho, dá menos medo…

Só que eu nunca gostei muito dessa história do mesmo – ele me assusta até no elevador, naquelas mensagens que dizem pra não entrar quando ele está ali. Sério, dá medo. Sempre tive mais medo do “mesmo” que do novo. E por isso passo a vida mudando. Não necessariamente de casa ou de ideal, mas de opinião, de ponto de referência, de zona de conforto. E qual é o problema?

Sou uma pessoa inquieta. E, depois de anos achando que eu tinha déficit de atenção e que precisava de remédios, descobri, finalmente, que essa é a minha maior qualidade. Nada contra quem prefere ficar coladinho com o mesmo. Mas é tão libertador conseguir mudar! E pra mim não rolava mais. Resolvi assumir minha identidade, ser eu mesma – (ops, o sentido aqui é outro, hein?).

E daí?, você pergunta. E daí que acabo de tomar uma das decisões mais malucas e libertadoras da minha vida até aqui. Eu, repórter de Política de um jornal importante, com uma longa carreira pela frente, finalista de prêmio e cheia de coisas pra aprender na profissão, decidi que não quero isso pra mim, ao menos por enquanto. A ideia de fazer o mesmo pra sempre me aterrorizou de novo. E aí pedi demissão! Sem ter uma outra opção de “mesmo” pra me apoiar de imediato.

Exagerada, sim. Sonhadora, sim. Radical, sim. Lunática, sim. Louca, sim. Estou completamente maluca pela vida que me espera. Cansei de ficar reclamando, choramingando, criticando. E vocês, que já me viram fazer isso milhares de vezes, precisam saber: isso faz parte do meu passado. Aprendi que a única que me impedia de ser realmente feliz era eu. E aí, chega, né? Eu decido ser feliz!

Por isso estou de partida para uma nova vida. Não vou precisar necessariamente viajar, mudar de país, dar a volta ao mundo pra isso. Vou simplesmente viajar pra dentro de mim, buscar recursos na fonte original. Vou me descobrir, vou estudar, vou colocar em prática projetos engavetados, vou escrever, vou dar uma pausa pra ver a política do outro lado, vou aprender coisas novas. E, principalmente, vou apostar todas as minhas fichas naquilo que é meu propósito de vida (o que descobri recentemente como quem descobre uma mina de petróleo no quintal, foi lindo!): ajudar as pessoas.

Aos amigos, curiosos, cautelosos, preocupados, conservadores: não encanem. Não vou morrer de fome, eu sei me virar muito bem! Quantas vezes tomei decisões que pareciam arriscadas e que, no fim, deram certo? Porque eu acredito que tudo, absolutamente tudo que me aconteceu ou eu fiz acontecer deu certo. Se considerarmos o aprendizado, as cicatrizes que evitam novos erros, os tropeços, mesmo quando dá errado, dá certo, né?

E hoje, mais do que nunca, tenho plena certeza de que vai dar tudo certo e todos os meus sonhos vão se realizar. Eles até poderão ser adaptados ao longo do tempo, mas eu os vejo logo ali, depois da curva, prontinhos, funcionando, existindo, realizando, transformando. E quero pagar pra ver!

Quando anunciei o que fiz por aí, ouvi de muitos frases como “eu também queria ter essa coragem” ou “nossa, queria poder fazer algo assim”. Pra todos esses, quero dizer: perseguir seus sonhos não é questão de coragem ou oportunidade, mas de decisão! E daqui em diante meu propósito de vida é fazer com que cada vez mais pessoas decidam sonhar, realizar seus sonhos e ser verdadeiramente felizes, apesar de tudo. Contem comigo! Vida nova, aí vou eu!

Sorriso1

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Complementos pra inspirar:

Olha o que a Martha Medeiros disse (via Carol Martins)…

“Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. Elas trocam de cidade. Investem em projetos sem garantia. Interessam-se por gente que é o oposto delas. Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. Estão dispostas a mudar de cor preferida, de prato predileto. Começam do zero inúmeras vezes. Não se assustam com a passagem do tempo. Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor, compram passagens só de ida.
Para os rotuladores de plantão, um bando de inconsequentes. Ou artistas, o que dá no mesmo. Ter uma vida interessante não é prerrogativa de uma classe. É acessível a médicos, donas de casa, operadores de telemarketing, professoras, fiscais da Receita, ascensoristas.
Gente que assimilou bem as regras do jogo (trabalhar, casar, ter filhos, morrer e ir pro céu), mas que, a exemplo de Groucho Marx, desconfia dos clubes que lhe aceitam como sócia. Qual é a relevância do que nos é perguntado numa ficha de inscrição, num cadastro para avaliar quem somos? Nome, endereço, estado civil, RG, CPF. Aprovado. Bem-vindo ao mundo feliz. Uma vida interessante é menos burocrática, mas exige muito mais.”

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Olha o recado do Bill Watterson, criador do Calvin e do Haroldo (via Potencial Gestante):

calvin

Leia também:
Virando a página mais uma vez
Eu quero ser feliz agora!

Hoje: Dez anos depois

Esta semana completei 26 anos. Há tempo vinha pensando muito em quão significativa seria essa idade e agora ela chegou. E veio me mostrar que não estou mais no meio do caminho. Porque deixei de ser uma jovem de 20 e poucos anos pra me tornar uma adulta de quase 30. E isso me assusta um pouco.

Ter 26 anos é poder dizer “dez anos atrás eu pensava assim, fazia assado”. É que dez anos atrás eu já era gente, já podia votar, já sabia mais ou menos o que queria (mais ou menos porque talvez eu não saiba até hoje). Dez anos atrás eu fazia planos e imaginava como seria minha vida dez anos depois, ou seja, hoje. E ela está tão diferente…

Dez anos atrás eu tinha o mundo e o tempo em minhas mãos. Nada parecia limitado, previsível. Eu era (mais) ingênua, queria abraçar o mundo e todas as pessoas que estavam nele. Queria todo mundo por perto, sempre, o tempo todo. Chorava de saudade dos amigos que eu não via há umas semanas, ligava pra eles só pra reclamar do sumiço. Eles eram a coisa mais importante da minha vida porque foi exatamente naquele época que eu aprendi a fazer amigos.

Eu acho que era mais espiritualizada também, tinha tempo pra me dedicar a trabalhos voluntários, leituras edificantes, estudos religiosos. E, ao mesmo tempo, era mais arrogante, talvez. Achava que as pessoas estavam erradas por pensarem diferente de mim, me irritava ou chorava ao ver alguém fazendo o que eu achava ser errado.

Dez anos atrás eu ainda não tinha certeza de qual profissão seguiria, mas tinha minha vida pessoal traçada na cabeça como um roteiro de cinema. Aos 22 anos estaria formada, namorando sério. Aos 24 ia me casar com o amor da minha vida e seria uma daquelas mulheres independentes e lindas que saem do carro novo de óculos escuros e salto alto, com toda a pinta de poder – inspirada em uma cena de propaganda de perfume.

Aos 25 seria mãe. Esse era o único plano de que não abriria mão – se não houvesse namorado, noivo ou marido por perto, seria mãe assim mesmo. E pronto.

Dez anos depois faço as contas e percebo: meu Deus, como eu não tinha noção aos 16! Só hoje eu sei que não consigo abraçar o mundo e as pessoas todas, que não posso segurar as pessoas perto de mim pra sempre, que os amigos vão e vêm e a minha mania de querer ser amiga da humanidade não vai vingar.

Hoje fico meses, anos sem ver uma gente querida que nem sei se posso chamar de amiga, mas está lá, na lista de gente querida. E não preciso mais falar com os amigos todo dia pra saber que eles me amam à distância.

Hoje tenho mais dificuldade de me ligar com Deus, porque descobri uma dezena de defeitos em mim que me mostram como ainda estou arraigada ao mundo material. Tenho vergonha, acho. Ao mesmo tempo ganhei uma consciência bem maior do que Ele representa e de como pode estar comigo mesmo um pouco distante.

Hoje me sinto mais cansada e com menos forças pra mudar o mundo – talvez por ter percebido que mudar não é tão fácil nem mesmo pra mim. E não tenho mais a pretensão de corrigir as pessoas, até porque sei bem que minha verdade não é a mais verdadeira de todas. Se brincar, nem verdade é. Até descobri que muitas das minhas verdades eram mentira e me peguei fazendo o que eu achava ser errado antes…

Já tenho uma profissão, formada há mais de três anos. Mas isso não significa que eu tenha absoluta certeza do que quero. Ainda sinto que posso dar uma guinada qualquer dia desses e ir, sei lá, vender flores na beira da praia. Tá, essa imagem definitivamente não combina comigo. Mas bem posso começar a dar aulas, como queria quando criança.

Não sou a garota da propaganda de perfume, transmito zero poder e não uso salto. Não tenho namorado, noivo e muito menos marido. Não passei nem perto disso. E assim acabei frustrando as expectativas que muita gente tinha sobre mim também. A boa e recatada moça que casaria cedo simplesmente virou uma mulher ainda meio ingênua e sozinha que mal sabe o que quer. Mas que tomou coragem, foi morar longe da família, sofreu, aprendeu e voltou.

Aliás, falando assim é que me dei conta: sou uma mulher. JÁ sou uma mulher. Essa palavra me faz suspirar e olhar pra trás. Dá um orgulhinho bom de ter vivido tanta coisa, aprendido tanto, desmistificado sonhos e ilusões, ganhado força, perdido medos. Dá uma vontade de encher o peito e olhar por cima dos ombros pra dizer: viu? Eu consegui.

E quanto àquele plano do qual eu não abriria mão… Bem, a vida tinha um plano diferente pra mim.

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Músicas perfeitas para o assunto. boas de se ouvir 300 vezes e refletir:

A Lista – Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais…

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar…

Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

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Tempo Perdido – Legião Urbana

Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo…

Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder…

Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!…

Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos…

Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo…

Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens…

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Não vou me Adaptar – Nando Reis

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar (3x)

Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
É que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou me adaptar!
Me adaptar!

Depende do dia…

Quem me conhece sabe que sou completamente multipolar. Enquanto estou eufórica e animadinha, de repente me baixa um tédio, uma vontade de nada ou um momento paixonite à tôa (melosa, sem ter em quem pensar especificamente, nunca sentiu isso?) ou ainda um instante reflexivo e até melancólico. Para cada um desses momentos tenho uma trilha sonora. Listei abaixo as canções que me vêm à cabeça em cada uma dessas situações. (Hoje particularmente estou entre o tédio e a paixonite).

1 – Paixonite + melancolia: Janta – Marcelo Camelo e Mallu Magalhães

Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade
Eu quis te convencer, mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade
Paper clips and crayons in my bed
Everybody thinks that I’m sad
I’ll take a ride in melodies and bees and birds
Will hear my words
Will be both us and you and them together
‘Cause I can forget about myself
Trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
And please my day
I let you stay with me if you surrender
Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
(I can forget about myself
Trying to be everybody else)
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
(I feel all right that we can go away)
Pode ser a eternidade má
(And please my day)
Eu ando sempre pra sentir vontade.
(I’ll let you stay with me if you surrender)

2 – Paixonite + tranquilidade: Morena – Los Hermanos

É, morena, tá tudo bem
Sereno é quem tem
A paz de estar em par com Deus
Pode rir agora
Que o fio da maldade se enrola
Pra nós, todo o amor do mundo
Pra eles, o outro lado
Eu digo mal me quer
Ninguém escapa o peso de viver assim
Ser assim, eu não
Prefiro assim com você
Juntinho, sem caber de imaginar
Até o fim raiar
Pra nós, todo o amor do mundo
Pra eles, o outro lado
Eu digo mal me quer
Ninguém escapa o peso de viver assim
Ser assim, eu não
Prefiro assim com você
Juntinho, sem caber de imaginar
Até o fim raiar

3 – Paixonite + reflexão: O Anjo Mais Velho – Teatro Mágico

“O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente”
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh’alma d’aquilo que outrora eu deixei de acreditar
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto… depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar

4 – Paixonite + euforia: Pratododia – Teatro Mágico

Como arroz e feijão,
é feita de grão em grão
Nossa felicidade
Como arroz e feijão
A perfeita combinação
Soma de duas metades
Como feijão e arroz
que só se encontram depois de abandonar a embalagem
Mas como entender que os dois
Por serem feijão e arroz
Se encontram só de passagem
Me jogo da panela
Pra nela eu me perder
Me sirvo a vontade, que vontade de te ver
O dia do prato chegou é quando eu encontro você
Nem me lembro o que foi diferente!
Mas assim como veio acabou e quando eu penso em você
Choro café e você chora leite

5 – Euforia + otimismo: Tô fazendo a minha parte – Diogo Nogueira

Tô saindo pra batalha
Pelo pão de cada dia
A fé que trago no peito
É a minha garantia
Deus me livre das maldades
Me guarde onde quer que eu vá
Tô fazendo a minha parte
Um dia eu chego lá
Todo mês eu recebo um salário covarde
No desconto vai quase a metade
E o que sobra mal dá pra comer
Sou pobre criado em comunidade
Lutando com dignidade, tentando sobreviver
Quem sabe o que quer nunca perde a esperança, não
Por mais que a bonança demore a chegar
A dificuldade também nos ensina a dar a volta por cima
E jamais deixar de sonhar

Se lembrar de mais alguma situação ou música, atualizo…

Ainda que a espera nunca chegue ao fim…

Confesso: estou à espera do amor. Espera mesmo, não procura. Porque procura, para mim, é desespero, agonia, falta de esperança. E eu, definitivamente, espero. Já morri de raiva de todos os homens e disse que não queria mais gostar de nenhum. Mas, quando percebo, já estou olhando para os lados na rua, nas festas, em todo canto, perguntando se “ele” – o amor – pode estar por aí. Demoro mais a dormir e enrolo para levantar porque fico imaginando como ele é, do que gosta, onde está. Às vezes fico roteirizando nosso romance. Já temos uma rotina, sei aonde vamos, o que vamos assistir, que músicas vamos ouvir juntos. Tenho frases prontas para dizer a ele, abraços preparados para recebê-lo, segredos para contar. Continue lendo

As fases do amor (playlist)

Estou adorando essa coisa de fazer playlists da música brasileira. Me divirto procurando vídeos das músicas que eu amo e organizando num pacote definido. E como estamos a pouco menos de um mês do Dia dos Namorados, fiz uma listinha de canções de letra lindíssimas que falam das fases do amor. Da fase carente, passando pelo início cor-de-rosa e indo até o momento “a fila anda”. Continue lendo

Playlist do dia – Virada Cultural / Simonal

Ok, fui burra mesmo de não ter aproveitado direito o incrível evento que aconteceu neste fim de semana em São Paulo. Mas é certo que os poucos momentos que curti da Virada Cultural foram bem intensos. Nunca vi tanta gente, de tantos cabelos, tantas cores, tantas caras e roupas e sapatos diferentes. O metrô – de madrugada – com umas 200 pessoas por metro quadrado se esmagando e empurrando, mas sem o estresse que costuma acompanhar os trabalhadores que passam por coisa parecida nos dias úteis e normais. Todos – jovens emos, casais velhinhos e crianças – empolgados e sorridentes porque iam curtir várias apresentações artísticas de graça em algum lugar desta babilônia tupiniquim. E eu fui parar na Praça da República, no palco do samba. Cheguei já no meio do show do Wilson Simoninha com o Max de Castro em homenagem ao pai deles, Wilson Simonal. E eu me lembrei de como sou fã dos três. Continue lendo

Playlist do dia – momento TPM

Eu já disse aqui que amo música, especialmente brasileira. Durante o dia, a noite e a madrugada elas – as músicas – ficam permeando meus pensamentos como se minha cabeça fosse um radinho de pilha desses que se pode mudar de estação girando um botão. Elas vêm do nada, sem eu tê-las ouvido em algum lugar ou lido alguma palavra que as lembre. Surgem e se instalam por um tempo, depois somem. São tantas, de tantos estilos, cantores e bandas que me dá raiva não conseguir acompanhar meu próprio raciocínio para curtir uma a uma. Às vezes, se estou em casa, procuro todas para ouvir completa, ler a letra. E fico namorando-as e lembrando de mais e mais. Por isso, agora resolvi tentar colocar as mais marcantes do dia aqui. Será a minha playlist do dia. Continue lendo