Azul brasiliense

O céu de Brasília
tem um encanto diferente,
parece pintado a mão,
desenhado nuvem a nuvem.
É uma mistura de tons e cores
e luz e sombras que fascina.
É manhã, é tarde, é noite, é dia,
é fim e recomeço.
É um convite à alegria,
ao suspiro, ao aplauso.

É nosso oceano infinito,
só que lá no alto, livre,
em mil tonalidades.
Tem o céu pré-chuva,
que acizenta, estranha.
E o de depois,
ainda úmido e tímido
ou com um arco-íris sorridente,
que se estica para ser admirado.

Tem o que desperta, azulado
e cheio de energia.
Tem o que entardece, leve,

ruborizado e apaixonante.
Tem o que adormece,
sóbrio e gentil,
se abrindo em breu
para que a lua brilhe só, única.

Ele é vaidoso,
quer ser visto e adorado
por todos os ângulos,
de qualquer canto da cidade.
Porque se sabe supremo,
absoluto, reinante.

É quem inspira, domina e atrai.
E provoca saudade
em quem se vai.
É o companheiro
de quem se afasta,
o anfitrião de quem chega.
É ponto turístico, é paisagem.
É modelo para fotos, é miragem.
É a tela dos artistas,
a inspiração dos poetas.

É estarmos cobertos,
protegidos pela beleza,
sem início, sem fim,
sem obstáculos.
Porque é Brasília,
porque é o centro,
porque é assim, como ele,
que todos queremos ser: infinitos.

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