Descobrindo…

Não se assustem, este é o relato de alguém que viaja pra fora do país pela primeira vez, então tudo é novo e as observações são meio bobas…

– Berlim

Dia 1 – 6/05 – Provavelmente, quando eu voltar de viagem e me perguntarem do que menos gostei, já tenho a resposta: a ida. Assim como detesto viagens longas de ônibus pelo Brasil, passar 12 horas num avião não foi nada agradável. Ainda dei a sorte de ficar no banco do fundo que não podia inclinar ( Nota mental: lembrar de ficar rica pra, na próxima vez, ir na primeira classe e não morrer de inveja de quem vai deitado o tempo todo). Mas o sofrimento maior passou e pude finalmente começar a viver minha aventura europeia…
O primeiro grande frio na barriga veio quando eu fui mostrar meu passaporte ao agente da imigração. Estava munida de dezenas de documentos que ele poderia pedir e treinei todas as possíveis explicações. Mas foi bem mais rápido e bem menos doloroso que pensei. “Você fala inglês? Está viajando sozinha? Volta quando? Aonde mais vai?” – quatro perguntinhas respondidas com meio inglês macarrônico me valeram um belo carimbo no passaporte, o primeiro da vida! Tudo bem que ele carimbou o passaporte das loirinhas brasileiras que estavam na minha frente sem perguntar nada, só porque eram loirinhas, mas ainda assim acho que saí no lucro…
Um parêntesis importante: Ainda no aeroporto de Frankfurt, uma coisa me chamou atenção: como há indianos e árabes aqui! Rosto, sotaque e cabelo típicos de países distantes, dirigindo ônibus, indicando saídas e entradas e, ok, muitos viajando também.
Voltando pra minha odisseia, chegar a Berlim. Eu tinha comprado a passagem pra lá pela internet, mas me arrependi. Descobri que meu trem não partia da estação do aeroporto e, como o avião demorou um pouquinho a chegar, não ia dar tempo de chegar à certa de ônibus. Resultado: depois de penar para entender o que a atendente  alemã me dizia, tive que desembolsar 12 euros a mais para facilitar minha viagem e pegar o trem a tempo…
Ele chegou, eu entrei na primeira porta que vi e estava errada – aquela era a primeira classe e eu, claro, deveria estar na segunda. Quem me salvou foram duas sorridentes senhorinhas alemãs que também tinham entrado errado e falaram comigo em inglês! Isso ajudou a desfazer o mito de que alemães são frios, não falam inglês e não se esforçam pra ajudar. Tudo mentira! Com muito esforço de todos, eu cheguei ao hostel direitinho e ainda deu tempo de fazer um pequeno passeio pela cidade, já à noite…
 
( depois deste relato, decidi que não dá muito certo escrever um post por dia e um texto por um dia. Este mesmo está atrasado, já que cheguei aqui dia 6. Então comecei a fazer pequenos apontamentos durante a viagem, que publicarei ao fim do trecho Berlim…)
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s