É que me deu vontade…

saltarNão costumo me arrepender do que faço – só do que digo. Para fazer, penso muito. Para falar, penso depois. O arrependimento massacra demais os corações libertários. O peso de um não dever que torna tudo mais chato e sem cor. A angústia de voltar atrás, de reviver, redesenhar – sem poder. Dói.

Por isso, tento não me arrepender. Se fiz, tá feito. Mas o problema é fazer. Todas as variáveis e variantes, todas as luas e os ângulos da luz, todos os poréns e “ses” milimetricamente calculados antes de qualquer passo. Um esforço supremo para não viver, é o que faço.

Carrego esse orgulho de achar bom demais o que passou. De saber – tempos depois – que nada foi em vão. Algo insubstituível e necessário veio dali. Pode mesmo acontecer tempos depois, mas é verdade. Se fiz, tinha que ter feito. E pronto.

Mas dizer que faço o que me dá vontade, não digo. Na vontade não cabe o controle – ariana que sou, ele tem que existir. A vontade dá asas, liberta, afronta, desafia, desafora. Ela é danada para fugir. E pode ir parar em lugares que o arrependimento alcança. Melhor não arriscar.

Só que às vezes me dá uma vontade…

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