(In)verdades

Seus olhos pareciam verdadeiros, seu sorriso parecia natural, suas palavras pareciam amigáveis. Você deve ter me estudado antes para descobrir meus gostos e interesses. Disse pensar parecido, reclamar parecido, desejar parecido. Fez tudo direitinho, como mandava meu manual. E chegou bem perto pra eu acreditar.

Não, eu não estava apaixonada. Não planejava te pedir em casamento ou algo assim. Só queria te conhecer direito. Se fosse o que parecia, o que queria parecer, seria maravilhoso. Mas nunca é, eu já sabia. Só queria arriscar. Antes mesmo do quase nada vir a ser, você, covardemente, virou as costas.

Nem sequer esperou pra saber quem eu sou de verdade. Do que gosto de verdade. O valor que tenho. Não quis saber se eu te queria ao menos como amigo, nem se eu me ofenderia com seu silêncio. Simplesmente não teve coragem de dizer adeus.

Não interessa se eu pareci exagerada, se pareci envolvida, se pareci emocionada. Não me culpe por suas próprias conclusões, por não ter me dado a oportunidade de ser qualquer coisa. Não importa se ficou confuso ou com pena. Seu medo pode ter te tirado a chance de ter alguém que é totalmente de verdade por perto, ao menos como amiga.

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Um pensamento sobre “(In)verdades

  1. Caralho !!! Meu mto foda o que vc escreveu … parabéns viu !!!
    Espero um dia te conhecer para que possamos trocar altas ideias sobre a vida, relacionamentos e tal …

    Bjs linda

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