No pensamento alheio

Dia desses estava pensando em um cara bem legal. Não chega a ser alguém que me tira o fôlego, mas uma pessoa que eu queria ter por perto e está bem longe. Aí pensei: será que ele pensou em mim alguma vez? Pior: será que alguém já pensou em mim?

Não falo daquela hora em que um amigo deixa uma mensagem no Facebook “oi Dri, como vc tá?” ou liga chamando a Dri pra papear com os amigos. Super valorizo isso, adoro mesmo, dou um sorrisão de ponta a ponta quando acontece. Só que isso é lembrança de amigo, uma coisa muito fofa, mas não é pensar.

Tô falando do pensar de menininha, sabe? Quando a gente fecha os olhos e pensa nos detalhes do rosto dele e ri sozinha quando lembra alguma besteira engraçada que ele disse. Não é pensar de paixonite aguda, que faz perder os sentidos. É um pensar simples, com carinho, que dá vontade de abraçar a pessoa na mesma hora. Ou de ligar pra dizer, sei lá, que estava pensando em você.

Homens têm dessas coisas, será? Não sei se ando tão desiludida que não consigo acreditar que eles possam ficar mais de 30 segundos lembrando de uma mulher, a não ser quando estão calculando qual das que ele tem na agenda servem pra “fazer alguma coisa hoje”. Ou, o que deve ser ainda mais normal, quando eles estão, digamos, se conhecendo numa noite solitária. Aí têm que escolher uma pra servir de inspiração mesmo.

Não convivi com muitos homens apaixonados na vida, então não sei. Sei muito menos se em algum momento das vezes que minha orelha coçou foi porque tinha um rapazinho pensando em mim, pensando com sentimento, sem objetivos exclusivamente sexuais.

Bom, se eu for considerar os fatos concretos, sobram uns dois, três no máximo, que eu posso supor que já ensaiaram um suspirozinho por minha causa. Mas não boto minha mão no fogo, não. Nem é que tô esperando um comentário cheio de afagos. É que não faço muito o tipo musa inspiradora mesmo não.

Neste momento, por exemplo, estou escorregada na cadeira, com uma roupa sem graaaaça, óculos, rabo de cavalo, séria. E normalmente estou tropeçando, perdida – com ou sem carro -, falando de trabalho, nervosa por algum motivo bobo. Sério, que tipo de homem suspiraria por alguém assim?

Pois é, também não sei. Mulheres desastradas, sérias e trabalhadoras só se dão bem nos filmes de comédia romântica. Aliás, já reparou que TODAS as mocinhas desses filmes são jornalistas atrapalhadas e maluquetes, solteironas com mais de 30 anos? Aí elas esbarram com o bonitão de sorriso hipnotizante que um belo dia se toca que está perdidamente apaixonado por ela. Aham. Coitadas das bem sucedidas encalhadas da vida real. Acreditam que isso acontece mesmo (ai, bem que podia).

Mas meu assunto era o pensamento. E eu quis escrever sobre isso porque, de verdade, duvido ter sido alvo do pensamento romântico de alguém. E não precisa dizer “claro que já, você é que não sabe”. Continuarei duvidando, teimosa que sou, até me provarem o contrário.

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Pensando em você – Paulinho Moska

Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só

Com minhas letras e canções
Com o perfume das manhãs
Com a chuva dos verões
Com o desenho das maçãs
E com você me sinto bem

Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer.

Eu, pensando em você.
Pensando em nunca mais
Pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só
Com minhas letras e canções
Com o perfume das manhãs
Com a chuva dos verões
Com o desenho das maçãs
E com você me sinto bem

 

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