Tudo mudado, tudo mudou…

Resolvi mudar. Na teoria, já faz tempo que isso aconteceu. Na prática, está só no início. Terapias, massagens, florais, decisões, remédios, divãs. Só pra começar. A intenção é virar de cabeça pra baixo, recuperar velhos sonhos, descobrir outros, correr atrás. Me conhecer e reconhecer. Sempre achei que já sabia exatamente quem eu era, mas o fato de não saber o que quero da vida me leva a uma terrível constatação: eu ainda não conheço essa pessoa que vejo com a cara inchada de sono todas as manhãs. E perceber que a gente não se conhece é como dormir todas as noites com um estranho.

A mudança não será tão radical. Nada de cortes de cabelo moderninhos, roupas da Oscar Freire ou figurino da Rua Augusta. A diferença vai ser interna e poucos vão reparar – pra falar a verdade, realmente espero que reparem. Mas só me digam se eu estiver mesmo mesmo melhorando. Não precisam ser bonzinhos. Deixem a piedade comigo. E se nada melhorar, puxem minha orelha, sem dó.

Já que essa transformação toda é imprevisível e pode ser bem demorada, decidi dar um up grade no blog logo. Umas cores aqui, um nome menos egocêntrico ali, umas aspas absolutamente perfeitas da Clarice Lispector acolá (que eu é que queria ter escrito – hunf 😛 ) e aí está: Desculpe o AuÊ. O pedido é mais pra mim mesmo, é que eu tenho me maltratado demais com meus motins internos. Coitada da minha cabeça, mal se aguenta acordada de tantos devaneios indiscretos.

Mas as desculpas servem pra você também, querido leitor. Você que, sabe-se lá por que, acompanha todas as besteiras confusas e desencontradas que escrevo aqui. E as lê, ainda que elas se pareçam mais com um bate-papo esquizofrênico entre a Adriana Caitano e a Dri, esses dois seres tão siameses que insistem em brigar por um espaço que vive vazio.

Tudo bem, sem exageros. O auê é bom também. Não fosse ele, estaria estacionada, conformada, achando que o não bom estava bom, que o estar era pra sempre. Que nada! Bom mesmo é confundir, bagunçar, causar aquele auê. Só assim pra gente perceber que é preciso um pouco de ordem na inconsistência da vida, e um pouco de vida na monotonia da ordem.

Sigam-me os bons – e corajosos!

/
Falando em mudanças…

Eu quero sempre mais – Ira e Pitty

A minha vida, eu preciso mudar todo dia
Pra escapar da rotina dos meus desejos por seus beijos
Dos meus sonhos eu procuro acordar e perseguir meus sonhos
Mas a realidade que vem depois não é bem aquela que planejei
Eu quero sempre mais
Eu quero sempre mais
Eu espero sempre mais de ti
Por isso hoje estou tão triste
Porque querer está tão longe de poder
E quem eu quero está tão longe, longe de mim
Longe de mim

/
Agora só falta você – Maria Rita (letra de Rita Lee e Luiz Sérgio)

Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto à você
E em tudo o que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Sei que eu nasci pra saber
Pra saber o quê?
E fui andando sem pensar em mudar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou
Agora só falta você

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3 pensamentos sobre “Tudo mudado, tudo mudou…

  1. Logo vi que conhecia esse layout de algum lugar (N.Dsign). A um tempo atras eu estava procurando modelos de Fênix para me ajudar a compor um desenho e acabei chegando no site desses caras. Muito legal os desenhos deles, são abstrações um tanto fortes de mais para o meu gosto, mas acabo gostando depois de um tempo olhando para as curvas todas.

    Ai me veio o estalo, Fênix! Nada mais apropriado para quem quer se reinventar, ao menos um pouco, do que a Fênix e seus simbolismos. O canto direito superior do layout aplicado ao blog faz uma referencia a uma parte do desenho da Fênix deles, que por sua vez era uma abstração de uma espiral de DNA (li isso em algum canto do site deles). Um dos símbolos da capacidade científica atual, representante do que está sempre mutando (mesmo que através de recombinações) em busca de mais conhecimento e aperfeiçoamento.

    Outra referencia legal é o próprio nome do layout (koi), que significa Carpa : chamado como o rei do rio, o koi é visto como um peixe da alegria 🙂

    Uma referencia aleatória: Carpas gostam de pepino hehehehe

    Se admitir como ser incompleto e compreender a mutabilidade das coisas é um passo muito importante na estrada do autoconhecimento…. que nunca cessa.

    “Crescer é uma grande aventura” by Peter Pan

    Abraços
    ps: http://www.ndesign-studio.com/portfolio/illustration/abstract-phoenix

  2. Dri,
    Lendo seus dois últimos posts, mais uma vez me impressionei com o quanto somos parecidas…
    Então só posso te dizer uma coisa, não se martirize, assim como nós duas, existe um monte de gente inquieta por aí.
    Essa sensação me traz uma aflição horrorosa as vezes , mas prefiro pensar que isso é normal de alguns seres humanos. E assim vou levando a vida!!!

    Beijoss
    =D

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