Sim, o amor existe em algum lugar…

Na minha pasta de rascunhos do blog devem ter uns três posts para eu escrever, várias coisas nas quais eu tenho pensado, mas estou esperando amadurecer as ideias. Mas de ontem pra hoje eu e meus amigos Aerton, Ana Elisa e Ligia começamos a compartilhar provas do amor que William Bonner diz ter por Fátima Bernardes e isso me inspirou a furar a fila com outros pensamentos.

Estamos naquela semana em que corações, chocolates e flores se espalham pelas ruas, pelos corredores, pelas propagandas na televisão, na revista, no jornal. Tudo truque desses porcos capitalistas para ganhar dinheiro, diriam os mais radicais e mal-amados. Mas, para quem acredita no amor, não é nada disso. Os românticos, como eu, acreditam que amor é feito pra se dizer, repetir, gritar, escrever, rimar, cantarolar, pichar, se for o caso. Porque amor é uma palavra criada para ter dois lados, o de dentro e o de fora. Sente-se com toda a intensidade por dentro até não se aguentar mais e jogá-lo com mais força ainda pra fora, preservando-o intacto lá dentro.

Não, eu não estou apaixonada – não sei o que é isso há muito, muito tempo – nem sei de alguém apaixonado por mim. E o Dia dos Namorados nem me traz boas lembranças, pelo menos não minhas. Mas a manifestação de casais apaixonados me inspira, me faz suspirar de invejinha e de alívio. “Ah, em algum lugar ele [o amor] existe!”, penso.

Foi isso que senti ao ver algumas declarações de amor do Bonner pra Fátima. Esse casal que, vá lá, é o símbolo da credibilidade jornalística (vamos deixar a teoria da conspiração e as discussões profundas pra lá), agora pra mim é também o símbolo do amor ideal, esse que não tem vergonha de se mostrar, que não esmorece, mesmo – e talvez por causa disso – com três filhos a tiracolo.

Ficou curioso pra saber por que eles me inspiraram tanto? Vamos lá.

Como todos sabem, a Fátima está na África do Sul cobrindo a copa. Ela e o Bonner, portanto, precisam conversar pela internet. E ele compartilhou a imagem ao lado pelo twitter, de quando eles conversaram. E ainda disse: “O Rio só tem inverno a cada 4 anos. E cai no outono, na semana em que a Fátima embarca pra Copa.” (é nessa hora que todas as mulheres dizem em coro ‘ownnn’)

Na última segunda-feira (7), ele demonstrou ao vivo no JN o quanto está sentindo falta dela, dizendo “Eu aqui sozinho nesta bancada me sinto na obrigação de perguntar: onde está você, Fátima Bernardes?” (no começo do vídeo aqui)

Pra completar, a Ligia me contou o seguinte:  “Quando o Bonner deu uma entrevista pra Marília Gabriela, disse que, ao se casar com Fátima, ele assumiu o compromisso de fazê-la feliz custe o que custar e é nisso que ele pensa todos os dias. No final da entrevista Gabi pediu pra ele falar a frase e ele declamou este poema de Drummond:

Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.

Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.

No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.”

É ou não é pra suspirar e dizer ‘ownnn’ várias vezes e ter a certeza de que sim, em algum lugar, o amor existe?!

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4 pensamentos sobre “Sim, o amor existe em algum lugar…

  1. óunnnn 🙂
    Dri, teu blog tá muito legal. Tô adorando ver o teu capricho com as fotos, os vídeos e, claro, os textos. Beijão

  2. Seu texto é lindo… numa época em que as pessoas alimentam a descrença no amor é muito bom ler coisas otimistas e iluminadas…
    É bom lembrar que Fátima teve um primeiro casamento que terminou em divórcio, ou seja, não podemos desistir, a gente tropeça, mas o amor, que existe sim, uma hora nos encontra.

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