Playlist do dia – Virada Cultural / Simonal

Ok, fui burra mesmo de não ter aproveitado direito o incrível evento que aconteceu neste fim de semana em São Paulo. Mas é certo que os poucos momentos que curti da Virada Cultural foram bem intensos. Nunca vi tanta gente, de tantos cabelos, tantas cores, tantas caras e roupas e sapatos diferentes. O metrô – de madrugada – com umas 200 pessoas por metro quadrado se esmagando e empurrando, mas sem o estresse que costuma acompanhar os trabalhadores que passam por coisa parecida nos dias úteis e normais. Todos – jovens emos, casais velhinhos e crianças – empolgados e sorridentes porque iam curtir várias apresentações artísticas de graça em algum lugar desta babilônia tupiniquim. E eu fui parar na Praça da República, no palco do samba. Cheguei já no meio do show do Wilson Simoninha com o Max de Castro em homenagem ao pai deles, Wilson Simonal. E eu me lembrei de como sou fã dos três.

O pai eu admiro por tudo o que representou para a música brasileira, as músicas incríveis que cantou e o poder único de reger plateias com um refrão uníssono e um sorriso aberto. Pelo filho de mesmo nome – de quem eu tinha visto uma apresentação em Brasília há um tempo – eu sou apaixonada. Compõe músicas lindíssimas, tem um vozeirão que dispensa comentários e uma alegria de quem ama viver, cantar e ser filho de quem é. E o gingado dele? É muito fofo vê-lo dançando no palco. Parece tão simpático e é tão talentoso que mal percebo que é meio desprovido de beleza física… O Max não conheço tanto. Na verdade ouvia as músicas, adorava a voz suave, mas não associava o nome à pessoa. Só na Virada pude vê-lo em ação. E adorei o estilo mais alternativo e contido dele. De dread no cabelo, óculos escuros tamanho GG e camiseta rosa com a imagem do Jimi Hendrix cheia de brilho, o caçula do seu Simonal me surpreendeu.

Por tudo isso, minha playlist de hoje é em família. Mando os dois irmãos cantando juntos “Sá Marina”, Max de Castro cantando sozinho “Vesti Azul”, os dois cantando “Mamãe Passou Açúcar em Mim” e o pai cantando “Nem Vem Que Não Tem” e depois regendo uma plateia com “Meu Limão Meu Limoeiro” – cena clássica. Apreciem e valorizem!

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