Escolho tudo

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Queria sempre saber o que dizer. Queria não me sentir tão mal quando digo não. Queria fazer as pessoas me entenderem. Queria mostrar pra todo mundo o lado belo da vida. Queria fazer as pessoas chorarem de alegria. Queria ser um bom exemplo. Queria ajudar a todos que são infelizes. Queria não me preocupar tanto. Queria não sofrer pelos problemas dos outros. Queria conduzir todo mundo rumo aos próprios sonhos. Queria saber mais sobre filosofia, psicologia, educação. Queria escrever mais e melhor. Queria inspirar alguém. Queria provocar sorrisos. Queria ser artista. Quero mudar o mundo.

O problema que eu escolhi ter

(Este post é longo, mas importante. Então tenta ler até o fim, por favor!)

Pra ler ouvindo:
O Mundo – Capital Inicial

“Já cansei de propostas de dar respostas e ter que dar certo
(…) Se eu for ligar para o que é que vão falar não faço nada”

E

Agora Só Falta Você – Rita Lee

“Um belo dia resolvi mudar e fazer tudo que eu queria fazer…”

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Abandonar, mudar, sair, deixar, interromper, romper, largar, ousar. Nada disso é fácil. Faz parte das coisas que atraem cenhos franzidos, olhares desconfiados, baldes de água fria. Pra que variar se você pode continuar sendo o mesmo? A mesma pessoa, na mesma casa, no mesmo trabalho, na mesma rotina… Ser o mesmo é mais tranquilo, dá menos trabalho, dá menos medo…

Só que eu nunca gostei muito dessa história do mesmo – ele me assusta até no elevador, naquelas mensagens que dizem pra não entrar quando ele está ali. Sério, dá medo. Sempre tive mais medo do “mesmo” que do novo. E por isso passo a vida mudando. Não necessariamente de casa ou de ideal, mas de opinião, de ponto de referência, de zona de conforto. E qual é o problema?

Sou uma pessoa inquieta. E, depois de anos achando que eu tinha déficit de atenção e que precisava de remédios, descobri, finalmente, que essa é a minha maior qualidade. Nada contra quem prefere ficar coladinho com o mesmo. Mas é tão libertador conseguir mudar! E pra mim não rolava mais. Resolvi assumir minha identidade, ser eu mesma – (ops, o sentido aqui é outro, hein?).

E daí?, você pergunta. E daí que acabo de tomar uma das decisões mais malucas e libertadoras da minha vida até aqui. Eu, repórter de Política de um jornal importante, com uma longa carreira pela frente, finalista de prêmio e cheia de coisas pra aprender na profissão, decidi que não quero isso pra mim, ao menos por enquanto. A ideia de fazer o mesmo pra sempre me aterrorizou de novo. E aí pedi demissão! Sem ter uma outra opção de “mesmo” pra me apoiar de imediato.

Exagerada, sim. Sonhadora, sim. Radical, sim. Lunática, sim. Louca, sim. Estou completamente maluca pela vida que me espera. Cansei de ficar reclamando, choramingando, criticando. E vocês, que já me viram fazer isso milhares de vezes, precisam saber: isso faz parte do meu passado. Aprendi que a única que me impedia de ser realmente feliz era eu. E aí, chega, né? Eu decido ser feliz!

Por isso estou de partida para uma nova vida. Não vou precisar necessariamente viajar, mudar de país, dar a volta ao mundo pra isso. Vou simplesmente viajar pra dentro de mim, buscar recursos na fonte original. Vou me descobrir, vou estudar, vou colocar em prática projetos engavetados, vou escrever, vou dar uma pausa pra ver a política do outro lado, vou aprender coisas novas. E, principalmente, vou apostar todas as minhas fichas naquilo que é meu propósito de vida (o que descobri recentemente como quem descobre uma mina de petróleo no quintal, foi lindo!): ajudar as pessoas.

Aos amigos, curiosos, cautelosos, preocupados, conservadores: não encanem. Não vou morrer de fome, eu sei me virar muito bem! Quantas vezes tomei decisões que pareciam arriscadas e que, no fim, deram certo? Porque eu acredito que tudo, absolutamente tudo que me aconteceu ou eu fiz acontecer deu certo. Se considerarmos o aprendizado, as cicatrizes que evitam novos erros, os tropeços, mesmo quando dá errado, dá certo, né?

E hoje, mais do que nunca, tenho plena certeza de que vai dar tudo certo e todos os meus sonhos vão se realizar. Eles até poderão ser adaptados ao longo do tempo, mas eu os vejo logo ali, depois da curva, prontinhos, funcionando, existindo, realizando, transformando. E quero pagar pra ver!

Quando anunciei o que fiz por aí, ouvi de muitos frases como “eu também queria ter essa coragem” ou “nossa, queria poder fazer algo assim”. Pra todos esses, quero dizer: perseguir seus sonhos não é questão de coragem ou oportunidade, mas de decisão! E daqui em diante meu propósito de vida é fazer com que cada vez mais pessoas decidam sonhar, realizar seus sonhos e ser verdadeiramente felizes, apesar de tudo. Contem comigo! Vida nova, aí vou eu!

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Complementos pra inspirar:

Olha o que a Martha Medeiros disse (via Carol Martins)…

“Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. Elas trocam de cidade. Investem em projetos sem garantia. Interessam-se por gente que é o oposto delas. Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. Estão dispostas a mudar de cor preferida, de prato predileto. Começam do zero inúmeras vezes. Não se assustam com a passagem do tempo. Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor, compram passagens só de ida.
Para os rotuladores de plantão, um bando de inconsequentes. Ou artistas, o que dá no mesmo. Ter uma vida interessante não é prerrogativa de uma classe. É acessível a médicos, donas de casa, operadores de telemarketing, professoras, fiscais da Receita, ascensoristas.
Gente que assimilou bem as regras do jogo (trabalhar, casar, ter filhos, morrer e ir pro céu), mas que, a exemplo de Groucho Marx, desconfia dos clubes que lhe aceitam como sócia. Qual é a relevância do que nos é perguntado numa ficha de inscrição, num cadastro para avaliar quem somos? Nome, endereço, estado civil, RG, CPF. Aprovado. Bem-vindo ao mundo feliz. Uma vida interessante é menos burocrática, mas exige muito mais.”

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Olha o recado do Bill Watterson, criador do Calvin e do Haroldo (via Potencial Gestante):

calvin

Leia também:
- Virando a página mais uma vez
- Eu quero ser feliz agora!

Estou apaixonada

amorMeu coração anda acelerado, mal para dentro do peito. Está com vontade de pular pela boca, ganhar o mundo, entrar em outros corações. Ando suspirando pelos cantos, com um sorriso quase constante no rosto.

Sinto mais vontade de me arrumar, de contar para todo mundo o que se passa comigo. Quero pular e cantarolar na rua sem me importar com os dedos que me apontarão, os olhares que me julgarão. Me coço para não sair por aí abraçando quem passar na minha frente.

Tenho chorado por pouco e por muito. Qualquer vídeo, palavra, pessoa que ative esse amor me provoca lágrimas. Minha vontade é de apenas amar, amar e amar.

Sim, estou apaixonada. Com todos os efeitos que um sentimento assim pode causar. Com todas as bobeiras que a gente é impulsionado a fazer quando está desse jeito. Com todas as borboletas no estômago que aparecem nessa situação.

Estou apaixonada mesmo, mas não é por um homem. Antes que olhos se esbugalhem e bocas se abram, explico: ESTOU APAIXONADA PELA VIDA!

Passei anos lutando para sair de crises, para não chorar de tristeza, para não parecer tão ingrata com tudo de bom que ganhei. Sentia-me péssima por não conseguir ser feliz mesmo com tanta coisa boa ao meu redor.

Mas nunca desisti de correr atrás da felicidade. Às vezes ela me parecia impossível, admito. Só que lá no fundo, bem fundo, eu ainda alimentava a esperança, esse bichinho verde que nos morde e nos mantém vivos.

Nos dois últimos anos, desde que voltei para Brasília, me dediquei mais intensamente a essa busca. Fiz terapia individual e em grupo, li livros, tomei remédio, rezei, conversei com pessoas, caí, levantei, caí mais um monte de vezes. E todos esses pedacinhos de coisas juntos foram me preparando para voar.

E é assim que me sinto hoje: pronta para voar. O empurrão que faltava começou a acontecer há dois meses, desde que entrei em um curso de coaching (uma ferramenta mundialmente usada para ajudar as pessoas a alcançarem metas). Matriculei-me para aprender a ajudar melhor as pessoas, mas, que boa surpresa, a pessoa mais ajudada, claro, fui eu.

balões voandoNão atribuo tudo o que está acontecendo dentro de mim só ao coaching, não, porque eu já vinha de um processo de autodescoberta. Mas ele tem sido, digamos, a cereja do bolo. Além de ganhar uma profissão extra, aprendi como posso reprogramar meu cérebro para ele trabalhar a meu favor. Aprendi como a forma como me comunico com o mundo altera meus resultados.

E, principalmente, reforcei uma ideia que já me foi passada desde que nasci: a linguagem do amor é a mais poderosa arma contra todos os males!

A história é longa, quem quiser me procure para saber detalhes (e eu terei muito prazer em ajudar todo mundo a crescer junto comigo). O fato é que me sinto como se tivesse trocado as lentes velhas de um óculos, feito cirurgia de miopia (de novo), subido no alto de uma montanha para ver a cidade. Minha visão está diferente e, por isso, minha vida está muito, muito melhor – mesmo sem grandes coisas terem acontecido AINDA.

Hoje agradeço com a alma por tudo que tenho. Tenho a certeza de que o melhor está por vir. Consigo sonhar e acreditar de verdade que tudo é possível. Tenho ideias novas todo dia. E sinto cada vez mais e mais vontade de fazer a diferença neste mundo.

Aguardem para ver a nova versão deste blog, das minhas palavras, das minhas ações. A nova versão da Adriana Caitano. Feliz de verdade!

Ah, só pra acrescentar: estou me apaixonando progressivamente por uma pessoa também – EU!

Filhos bons para um mundo cruel

menina mundoUm amigo meu diz que não quer ter filhos. Segundo ele, este mundo já é muito cruel hoje, cheio de maldade, violência e coisas ruins. Imagina quando a criança crescer! Seria uma crueldade obrigá-la a vir para este mundo tão mal, acredita ele. Pois eu digo que a crueldade está justamente no contrário.

E se no lugar de pensar apenas no problema que o mundo traria para seu filho, ele – e quem mais pensa assim – pensasse na solução que seu filho poderia trazer para o mundo? E se você decidisse dar todo o amor que existir a ele, transmitir-lhe os melhores valores, ensiná-lo a espalhar coisas boas por onde passar? E se você fizesse com ele tudo aquilo que gostaria que seus pais tivessem feito a você?

O risco que você corre colocando um filho no mundo é de ele crescer querendo mudar tudo de ruim que encontrar no caminho. E se seu filho se tornar o futuro ganhador do Prêmio Nobel da Paz, ou desenvolver a cura para o câncer ou a Aids? Vale a pena? No lugar de perguntar por que ter filho, eu questiono: por que privar o mundo de um cidadão de bem que pode ajudar a melhorá-lo? Você pode dizer que não há garantia alguma de que isso vá dar certo. Mas qual a chance de dar errado?

Eu já penso assim há muito tempo, mas fui instigada a escrever este texto ontem à noite, quando, por acaso, assisti a um vídeo feito pela Unilever, que pergunta: Por que trazer uma criança para este mundo? O vídeo é lindo, precisa ser visto e revisto. E serve pra quem ainda pensa que o mundo não merece receber um pedacinho de tudo que há de bom dentro da gente engatinhando por aí, levando luz a todos os cantos do planeta…

Por que trazer uma criança a este mundo?

Pra ficar junto

casalDeixando essa teoria de que “os opostos se atraem” de lado, podem existir vários motivos para duas pessoas que se gostam não ficarem juntas.

Elas podem se gostar muito, mas ter uma total incompatibilidade de gênios. Brigam por qualquer coisa, discutem por causa do tom do bom dia que o outro fez, por que ele foi mais carinhoso que o normal e ela mais fria. Ela se irrita quando ele quer ficar sozinho. Ele se incomoda porque ela nunca fica sozinha.

Eles podem se gostar muito, mas terem crenças diferentes. Ela vai à igreja toda semana, faz o sinal da cruz quando passa na porta do templo, reza antes de dormir, quando acorda, fala em Deus muitas vezes ao dia. Ele nem sequer acredita que Deus exista e acha um absurdo, uma hipocrisia ela perder tanto tempo da vida se dedicando à vida religiosa.

Eles podem se gostar muito, mas defenderem visões políticas diversas. Ele cresceu acreditando que comunistas são comedores de criancinhas, que essa coisa de socialismo é utópica, que Fidel Castro é um homem do mau, que a privatização foi a melhor coisa que aconteceu ao Brasil. Ela não bebe Coca-Cola para não alimentar o imperialismo americano, aprendeu a ler com um livro de Marx e Engels, acha que essa elite burguesa só maltrata o povo, que ser socialista é uma filosofia de vida, que o capital existe para sugar a vida das pessoas.

Eles podem se gostar muito, mas estarem em momentos difusos da vida. Ela acabou de se formar, quer construir uma carreira, viajar pelo mundo, comprar um carro. Ele tem 35 anos, quer se fixar num emprego, financiar um apartamento, ter filhos. Ou ela tem um relógio biológico apitando, avisando que está na hora de se apaixonar, casar e acelerar a produção das crianças. Enquanto ele não quer abandonar as baladas, o futebol com os amigos, a cervejinha todo dia, a variação de pares.

Eles podem se gostar muito e deixar as diferenças religiosas, ideológicas, comportamentais e temporais falarem mais alto. Mas, se o que sentirem um pelo outro for sincero e verdadeiro, se estão ligados em pensamento o tempo todo, se ainda suspiram quando se lembram de bons momentos juntos, bem… Eles só não estão juntos porque não querem!

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A seta e o alvo – Paulinho Moska

Eu falo de amor à vida,
Você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte.

Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa,
Mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo: “Te amo!”
E você só acredita quando eu juro.

Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.

Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não te espera!

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

Não querer mais por querer demais

não mais Às vezes a gente decide se afastar de alguém exatamente por querê-lo por perto. E diz adeus justamente por querer vê-lo chegar. E vira a página simplesmente porque não quer que a história tenha um fim.

Em alguns momentos, a gente diz não a alguém ao perceber que só quer dizer sim. E o deixa ir porque quer que ele fique pra sempre. E fecha os olhos de tanto querer fitar aquele olhar.

A gente perde por medo de não ganhar, manda embora por não ter coragem de pedir pra ficar, vira as costas pra não ter um abraço recusado. Pra não sofrer, pra não se decepcionar mais uma vez.

Se a gente sabe que a outra pessoa não está ali de verdade, às vezes o melhor é não estar também. Engolir um sentimento em seco no presente pode ser menos doloroso que insistir em algo sem futuro…

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Apenas mais uma de amor – Lulu Santos

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma ideia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma ideia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Só quando tem sol

image-(Poeminha bobo feito sem pretensão numa noite fria de primavera-inverno em Paris)

Dias frios congelam o nariz, a mão, o abraço, o laço, o sorrir, o falar, o viver, o sentir. Congelam alguns corações.

Se faz frio demais, as pessoas têm vontade de menos, têm conversa de menos, sorriso de menos, cor de menos. Olham menos nos olhos e distribuem menos atenções.

No calor – e que se aguente o clichê – somos alegres que dá ânimo ver. E dançamos mais, cantamos mais, sorrimos mais. Compartilhamos tudo entre amigos, vizinhos ou pais.

No Brasil, no México ou na Austrália, as pessoas parecem mais felizes até mesmo na Itália, onde o sol tem mais coragem de aquecer.

Carinho, informação, educação – nada disso tem a ver com dinheiro, não. Porque a vida não sorri só para quem tem. É o solzinho de cada um que dita as regras, meu bem.

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